Fundos de Investimento: o Guia Definitivo

Fundos de Investimento: o Guia Definitivo

Se estiver procurando informações sobre fundos de investimento, seja fundo de investimento imobiliário (FII) ou qualquer outro, esse post é perfeito para você!

Aqui iremos te dar informações sobre o que são fundos de investimento, como funciona um fundo, como investir, a tributação e muito mais.

Fica perdido quando o “expert” da sua corretora ou banco te faz uma recomendação “adequada para seu perfil”? Quantas histórias já não ouvimos de pessoas que tiveram investimentos supostamente bons empurrados pelo seu gerente ou assessor e quebrou a cara?

Temos certeza de que, ao final deste post, você será capaz de tomar sua própria decisão de onde investir seu dinheiro quando o assunto for fundos, não ficando mais na mão dos supostos sábios do mercado.

Note que há fundos não citados nesse post que fazem parte do grupo de Fundos de Investimento Estruturados’. Com exceção do FII, que faz parte deste grupo, os outros não serão citados.

Se houver interesse por parte do leitor atualizamos o post com essas informações, combinado?

Tópicos que iremos abordar sobre fundos:

  1. O Que é
  2. Como Funciona
  3. Gestão
  4. Classes dos Fundos
  5. Taxas
  6. Riscos e o FGC
  7. Tributação
  8. Fundo Imobiliário
  9. Como Investir
  10. Movimentações nos Fundos
  11. Vantagens em Investir
  12. Como Escolher
  13. Conclusão

Boa Leitura!

Fundo de Investimento: O Que é

Os fundos de investimento são basicamente uma modalidade de investimento coletivo (pool, em inglês). A melhor comparação dos fundos com algo trivial do nosso dia-a-dia seria com um prédio e seus condôminos.

Num condomínio de ‘N’ unidades cada morador compra uma delas (ou por vezes até mais de uma), paga pela administração da(s) mesma(s), paga pelos impostos e tem direito a voto nas reuniões condominiais.

Pois bem, nos fundos a dinâmica é igual. No lugar de apartamentos ou unidades, porém, o investidor (que antes vimos como “morador”) adquire cotas do fundo que está participando.

Assim, é criado uma estrutura que reúne recursos financeiros de vários investidores (não só do país de origem, podem ser investidores nacionais e internacionais) para realizar, em conjunto, um investimento só.

Cada investidor fica com uma parte do fundo proporcional ao investimento realizado.

Cota: o que é?

Certo, então agora você já sabe que quando você põe dinheiro num fundo você está, de fato, comprando cotas do mesmo.

O que, afinal, são cotas? Uma cota, na prática, é a menor parte do fundo. Vamos ver isso no próximo tópico.

Os fundos são regulados pela ANBIMA e CVM.

Como Funciona

Há alguns passos no nascimento de um fundo. Vamos à eles.

Constituição no papel

Em primeiro lugar um administrador cria o fundo. Este costuma ser uma instituição financeira. O administrador define quais serão os objetivos do fundo, as políticas de investimento, as taxas cobradas, regras gerais e quais ativos financeiros farão parte da carteira do fundo.

Captação de clientes

Elaborada toda documentação necessária, chamada de ‘Regulamento’, o próximo passo é conseguir a captação de recursos para aplicações. Com a ajuda da divulgação de bancos, corretoras e distribuidoras aos seus clientes (que podem ou não ter alguma conexão com o administrador do fundo), o administrador consegue seus possíveis investidores.

Existem dois outros importantes documentos que o administrador oferece para ajudar o possível investidor a tomar sua decisão:

  • o prospecto do fundo, onde apresenta todas informações, em detalhes, do fundo e da oferta.
  • a lâmina do fundo, onde apresenta um resumo do fundo com as informações principais (rendimento dos últimos anos, aplicação mínima, etc).

Formação do patrimônio e cotas

Uma vez captado os recursos financeiros está formado o patrimônio do fundo. Este é, então, dividido em cotas. O investidor é chamado de cotista do fundo.

Como dito anteriormente, quando o investidor aplica num fundo o mesmo compra suas cotas. Essa compra é proporcional ao capital aplicado, por exemplo:

O fundo ‘X’ tem um patrimônio de R$ 1.000.000 dividido em 100.000 cotas. Cada cota tem o valor de R$ 10.

  • O investidor ‘A’ aplica R$ 1.000 e agora tem 100 cotas.
  • O investidor ‘B’ aplica R$ 10.000 e agora tem 1.000 cotas.
  • O investidor ‘C’ aplica R$ 24513 e agora tem 2.451,3 cotas.

Não estranhe a quantidade de 2451,3 cotas. Lembre-se que a quantidade é sempre proporcional ao valor aplicado, podendo esta quantidade ser fracionada e, na prática, é o que ocorre. Dificilmente você vai ver um número redondo de cotas.

Aplicação dos recursos

Agora que o administrador conseguiu o capital inicial para o seu trabalho, o próximo passo é aplicar os recursos no mercados financeiro e de capitais. Esse trabalho é feito por um especialista, o gestor da carteira do fundo.

Este gestor, mais um vez, não necessariamente tem vínculo com o administrador, podendo ser o próprio administrador ou alguém contratado.

Os investimentos serão realizados pelo gestor de acordo com os objetivos e políticas do fundo, dependendo da competência do gestor e condições de mercado para fazer com que a cota se valorize, gerando, assim, renda ao investidor.

Prazo do fundo

Muitos fundos não têm prazo para que o cotista possa resgatar seu dinheiro. No caso esses fundos são chamados de fundos de condomínio aberto.

Há fundos, porém, que o resgate só pode ser feito no término do prazo de duração do fundo, e estes são chamados de fundos de condomínio fechado.

Decisões sobre o fundo

Muitas decisões são tomadas pelo gestor e administrador do fundo. Há outras, no entanto, que só podem ser tomadas com a participação e deliberação dos cotistas em assembleia.

Cada cotista tem direito a um voto por cota que possui.

Gestão dos Fundos

Vamos às equipes que integram os fundos.

Administrador

O administrador além de criar o fundo também determina quais serão suas características, política de investimento e objetivos do fundo.

Também deve prestar uma série de serviços relacionados à manutenção e bom funcionamento do fundo. Esta é uma das obrigações que o administrador têm diante da CVM e dos cotistas do fundo.

Algumas das obrigações do administrador:

  • Tesouraria
  • Distribuição de cotas
  • Custódia dos ativos financeiros
  • Elaboração e divulgação das informações do fundo
  • Atendimento ao cotista

Não contente, o administrador ainda é responsável por contratar um auditor independente com registro na CVM para que audite as demonstrações contábeis do fundo.

Gestor

O gestor do fundo é o responsável pela aplicação dos recursos financeiros dos cotistas. Vamos entender uma coisa: o administrador faz as políticas, o gestor aplica os recursos de acordo com elas.

Este gestor pode ser uma pessoa física ou jurídica, podendo ser o próprio administrador ou um terceiro. Independente de quem for o gestor, o mesmo só poderá gerir a carteira do fundo se estiver autorizado pela CVM.

É ele quem decide o que, quando e quanto comprar ou vender.

Ele o faz em nome do fundo, portanto, deve ser alguém altamente capacitado e competente.

Classes dos Fundos

Como era de se esperar, há muitas opções de fundos para o investidor decidir, e a grande vantagem disso é a possibilidade de diversificação da carteira de investimento do investidor. Vamos às classes:

  • Fundos de curto prazo

    • A principal característica desse fundo é que devem investir seus, exclusiva e obrigatoriamente, em títulos públicos federais ou privados de curto prazo e que tenham baixo risco de crédito.
    • Por causa do curto prazo dos seus títulos são considerados conservadores, uma vez que suas cotas ficam menos sensíveis às oscilações das taxas de juros, o que os enquadram nos objetivos de investimento de curto prazo.
  • Fundos referenciados

    • Como o nome sugere esses fundos usam algum indicador de desempenho como referência para alcançar seu objetivo, que é acompanhar a variação do mesmo. Esses fundos devem investir um mínimo de 95% da carteira em ativos que acompanhem o indicador de referência, sendo que no mínimo 80% do patrimônio deve ser títulos federais ou ativos de renda fixa de baixo risco de crédito.
    • Esses fundos têm a permissão de usar derivativos, porém, apenas para a proteção da carteira (hedge, em inglês), não sendo permitida a alavancagem.
    • São um pouco mais sensíveis às variações dos juros quando comparados ao fundos de curto prazo.
  • Fundos de renda fixa

    • Uma das principais características desse fundo é que devem investir o mínimo de 80% de seus recursos financeiros em ativos de renda fixa.
    • A variação da taxa de juros ou dos índices de preços são seus principais riscos.
    • Permitem maior exposição ao risco de crédito, usando títulos privados mais arriscados, bem como podem utilizar derivativos, tanto para proteção como alavancagem da carteira do fundo.
  • Fundos de ações

    • Fácil de entender que devem aplicar boa parte de seus recursos em ações, no caso, no mínimo 67% do patrimônio do fundo em ações ou em ativos relacionados. O restante pode tanto ser investido em ações como em outras categorias de ativos financeiros.
    • Seu maior risco é a variação do mercado de ações, mais especificamente das ações que compõe a sua carteira.
    • Não são indicados para o curto prazo, embora o investidor possa investir com esse objetivo se aproveitando de um momento de baixa na bolsa. Pela exposição ao risco a expectativa de alta rentabilidade fica mais alinhada com a visão de longo prazo.
  • Fundos cambiais

    • Esses fundos buscam acompanhar a variação de alguma moeda. No Brasil os fundos cambiais mais comuns são relacionados com o dólar. Os fundos cambiais devem manter um mínimo de 80% do seu patrimônio em ativos relacionados de forma direta ou indireta à variação da moeda referência.
    • Neste caso, não há uma referência quanto a ser um fundo indicado para o curto ou longo prazo. Pode ser útil, por exemplo, a um investidor que pretende viajar e quer se proteger da variação da moeda referência. Pode, também, ser usado para especular numa eventual baixa da moeda referência no médio prazo.
  • Fundos multimercado

    • A principal característica desse fundo é que podem investir em diferentes mercados ao mesmo tempo, sem uma concentração mínima como em outros fundos ou máxima. São expostos, assim, a diferentes riscos, dependendo da política de investimento do administrador.
    • Podem usar derivativos tanto para proteção como alavancagem da carteira do fundo.
    • São fundos que têm compatibilidade com uma visão de médio e longo prazo, bem como com investidores com maior apetite ao risco.
  • Fundos de investimento em cotas de fundo de investimento (FIC)

    • Essa é uma modalidade interessante de fundo. Esse fundos compram cotas de outros fundos. Eles devem investir o mínimo de 95% do seu patrimônio em cotas de fundo de investimento de uma mesma classe, exceto pelos fundos de classificados como multimercado que, pela sua natureza, permite o investimento em diferentes classes.
    • O risco do FIC é o mesmo do fundo em que compra as cotas, assim é importante saber qual a classe. O prospecto e regulamento do fundo sempre mostram essa informação ao investidor.
    • Assim como o risco, a questão do horizonte de investimento depende da classe do fundo no qual o FIC compra as cotas.

O fundo de investimento imobiliário terá uma sessão só para ele mais à frente.

Taxas

Claro que todas as facilidades e conveniências que o investimento em fundos têm traz consigo custos. Nada é de graça, principalmente no mercado financeiro.

Esses custos são chamados de taxas e vamos escrever sobre elas agora:

Taxa de administração

Essa taxa de administração é aplicada pelo administrador do fundo como sua remuneração pela administração e gestão da carteira.

Essa taxa é de extrema importância quando considerando os melhores fundos a se investir, fato que veremos mais para frente.

Para agora o que precisa saber é que essa é uma taxa aplicada por todos os fundos, independente da classe.

Seu valor é expresso em percentual por ano (como, por exemplo, 2% a.a.) e é calculada em cima do valor do patrimônio do fundo.

Todo dia ela é cobrada de forma proporcional ao patrimônio, ou seja, ela não é paga de uma vez, pegando, assim, toda a variação do patrimônio do fundo durante o ano.

Essa taxa não tem um limite de mínimo e máximo, variando, e muito, entre fundos da mesma classe.

Taxa de performance

Há fundos que premiam o gestor do fundo pela sua performance. Esse prêmio, é claro, não sai da taxa de administração.

A taxa de performance (que é o nome desse prêmio) é cobrada pelo administrador e passada ao gestor. Ela é calculada como parte da rentabilidade que o gestor conseguir que for maior que o referencial do fundo. Não entendeu? Vamos a um exemplo:

O fundo ‘DTP’ tem como referência o índice Ibovespa. A taxa de performance é de 20% do que superar 100% do índice. No mês, o Ibovespa fecha em 5% de ganhos. O gestor do fundo faz 6%. Nesse caso, o ganho do fundo em cima do referencial é de 1%. Em cima desse valor de 1% será aplicado o prêmio de 20%. Assim, o que sobra para os cotistas é 0,8%. Na prática a rentabilidade do fundo no mês será de 5,8%.

A referência do fundo está definida em sua política de investimento, não sendo definida pelo administrador a cada mês.

Se a performance do gestor for negativa a taxa não é cobrada, mesmo que a perda do gestor tenha sido menor que o índice de referência. Exemplo: se o índice Ibovespa teve perdas de 5% no mês e o fundo de apenas 1%, não haverá a incidência da taxa.

O fundo não poderá cobrar taxa de performance por menos do que 100% do índice de referência. Exemplo: o Ibovespa teve ganhos de 5% e o fundo cobrar a performance do que superar 80% do índice referência, no caso, 4%. Isso não é permitido! Não faria o menor sentido premiar o gestor por conseguir, por exemplo, 4,5% sendo que o índice variou 5%.

Taxas de entrada e saída

Ainda no universo das taxas existem fundos que cobram uma taxa de entrada e/ou de saída do fundo.

Não são muito comuns, mas, existem.

A taxa de entrada seria um valor que o investidor tem que pagar toda vez que for realizar aporte no fundo. Não é uma taxa muito atrativa, pois, o investidor já entra perdendo parte do seu patrimônio. Essa é uma taxa que seleciona bem os investidores, já que nem todos têm inclinação em pagá-la.

A taxa de saída é uma taxa que o investidor paga toda vez que quiser retirar parte (ou totalidade) dos seus recursos de um fundo. Há fundos com prazo para resgate para cotas que usam essa taxa para penalizar/desencorajar o investidor a fazer o resgate.

Com relação à tributação teremos um seção só para ela.

Riscos e o FGC

Como mostrado anteriormente há diversas classes de fundo de investimento, sendo que os riscos do fundo estão muito ligados aos ativos que compõe sua carteira.

Há 5 riscos que todo fundo corre, onde, dependendo da política de investimento do mesmo ele estará mais ou menos exposto a determinados riscos.

Risco de mercado

Basicamente, o risco de mercado tem a ver com a variação no preço de mercado dos ativos que compõe a carteira do fundo.

Todos as classes de fundos correm esse risco, todavia, os que estão mais expostos aos riscos de mercado são os fundos de ações e fundos multimercado, justamente pelas suas naturezas.

Os fundos de renda fixa também correm esse risco, embora em menor escala que os fundos supracitados.

Já os fundos referenciados, por exemplo, um fundo referenciado ao CDI, corre menos esse risco, uma vez que a volatilidade do ativo de referência é menor.

Os FIC correm esse risco também, mas, o risco está atrelado à classe do fundo aplicado.

Risco de crédito

Esse risco consiste em não receber o valor de algum empréstimo realizado, ou alguma dívida.

Quando, por exemplo, um investidor compra alguma nota do Tesouro, o mesmo está, na prática, assumindo uma dívida com o investidor.

O mesmo vale para quando um investidor aplica num CDB de um banco: o investidor está emprestando dinheiro ao banco a um certo juros acordado.

Quando uma empresa emite debêntures no mercado ela também está assumindo um dívida com os credores (os investidores).

Esse risco do investidor não receber seu dinheiro de volta é conhecido como o risco de crédito.

Assim, os fundos de renda fixa estão muito expostos ao risco de crédito, uma vez que muitos desses fundos são justamente ligados a crédito privado.

Outro fundo que está muito exposto a esse risco é o FIDC, que faz parte dos fundos estruturados e grande parte do seu patrimônio (mínimo de 50%) gira em torno de direitos creditórios.

Risco de liquidez

Esse risco existe em todos os mercados para todos os ativos, mas, é claro que há os que são mais e menos afetados por eles.

A liquidez de um ativo se dá com base no seu volume negociado, ou seja, quanto mais ofertas de compra e venda temos para determinado ativo, mais volume temos, mais líquido é o mesmo.

Quanto mais líquido o ativo, mais fácil de comprar ou vender o mesmo pelo preço “justo” (é sempre difícil determinar o que é justo no mercado financeiro) ou “apropriado”.

Por exemplo, imagine você com um bem qualquer onde o preço justo para a venda é de 20.000 reais, porém, devido à escassez de demanda por esse ativo o melhor que vai conseguir é 16.000 reais, um deságio de 20% do “justo”.

Alguns fundos estruturados sofrem bastante com a liquidez dos ativos, como é o caso de um fundo imobiliário.

Outros fundos, como o multimercado, e de ações e alguns de renda fixa estão expostos a esse risco, muito embora dependendo da seleção dos ativos esse risco é menor ou maior.

Risco operacional

Esse risco está ligado a erros operacionais, como, por exemplo, uma compra ou venda errada. Há um caso muito “engraçado” onde um operador cometeu o erro do “dedo gordo” (fat finger, em inglês).

Nesse curioso caso o operador deveria vender 16 milhões de dólares de um determinado ativo e, sem querer, digitou apenas três zeros a mais, totalizando um venda de 16 bilhões do ativo, derrubando os índices da bolsa americana.

Além disso, há erros internos que a própria administração do fundo podem cometer.

Com a evolução da tecnologia e dos processos de automação, esses riscos têm sido cada vez menores, embora sempre haja o fator humano.

Risco legal

Leis e regulamentos: eles existem e devem ser cumpridos, não importando os milhões ou bilhões sob gestão.

Se um fundo ou qualquer agente ligado a ele descumprir alguma lei o fundo, que responde como uma pessoa jurídica, vai ter que pagar o preço. Esse que sairá do bolso dos investidores.

Daí a importância daquele auditor independente citado anteriormente na seção de gestão, bem como verificar se todos os agente ligados ao fundo são licenciados junto à CVM.

FGC

A partir de Fevereiro de 2016 os fundos deixaram de ter a proteção do FGC, que é o fundo garantidor de crédito.

O entendimento do CMN, o Conselho Monetário Nacional, é que os fundos não são ativos de crédito, mas, sim, veículos de investimento.

Quando, por exemplo, você compra o CDB de um banco, você está de fato fazendo um empréstimo à instituição financeira e adquirindo um título de crédito. Nesse caso, o investidor que tiver um CDB de determinada instituição financeira recebe a proteção do FGC.

Já os recursos aplicado em um fundo será uma soma onde a instituição responsável pela gestão dos ativos os comprarão com esse dinheiro, ou seja, não há investidores emprestando dinheiro a instituição alguma.

No caso de falência da administradora do fundo o que ocorre é que outra instituição assumirá a administração do fundo após uma assembleia dos cotistas. O patrimônio do fundo estará protegido, uma vez que o patrimônio do fundo não faz parte dos balanços dos bancos, ou seja, é independente da instituição financeira que o administra.

Os fundos, inclusive, têm CNPJ próprio.

Tributação: Imposto de Renda (Come-Cotas) e IOF

Chegamos agora na parte dolorida dos investimentos em geral: o “bendito” imposto de renda (Esse que pagamos para ter este maravilhoso país em que vivemos, onde tudo funciona) e o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Ambos tributos são retidos na fonte por parte do próprio administrador, o que facilita a vida do investidor, pois, o mesmo não terá que calcular o valor, emitir uma guia ou boleto e pagar (como no caso de ações).

IOF

O IOF nada mais é do que um tributo federal que incide sobre operações de câmbio, crédito, seguro e relacionadas a títulos e valores mobiliários. Todos que já fizeram uma compra internacional com cartão de crédito viram essas três letras em sua fatura. Lembra-se dela?

Pois bem, elas estão aí para assombrar o investidor novamente.

Neste caso, porém, o IOF somente incide sobre o rendimento das aplicações que tem menos de 30 dias da aplicação, com a alíquota variando de 96% do rendimento a 0%, onde, obviamente, quanto maior o número de dias corridos da aplicação ao resgate o valor do IOF diminui.

É a chamada tabela regressiva do IOF. Para ficar mais claro, vamos checar a tabela abaixo.

Fundo de Investimento

A intenção dessa tabela, ao meu ver, é desestimular a especulação de curtíssimo prazo em fundos, o que é uma coisa justa do meu ponto de vista.

Imposto de Renda (Come-Cotas)

Hora do infame leão. Vamos ao tributo federal que assombra a todos.

Para efeitos de imposto de renda há três categorias onde os fundos são separados.

Há a incidência do imposto em todos, claro. Porém, o que vai diferir em termos da alíquota aplicada é o tempo. Nesse caso, o tempo de permanência de cada aplicação no fundo.

Vamos olhar as tabelas abaixo.

Fundos de curto prazo

Fundo de Investimento

Fundos de longo prazo

Fundos de Investimentos

Fundos de ações

Fundos de Investimentos

Recolhimento

Como já citado, o recolhimento do IR é feito pelo administrador do fundo direto na fonte.

No último dia útil dos meses de Maio e Novembro o IR é cobrado. Você vai notar que o número de cotas que possui diminui após esses dias, ou seja, é como se o Governo Federal estivesse realizando um resgate compulsório dos investidores, como se os mesmos estivessem vendendo uma fração de suas cotas para pagar o IR. Daí o nome come-cotas.

Para todos os fundos citados na seção de classes, exceto o fundo de ações, incide o come-cotas. E também, caso o investidor resgate seu dinheiro, a qualquer tempo, o IR será cobrado no instante do resgate por parte do administrador do fundo, seguindo as tabelas acima.

Para o fundo de ações, o investidor só paga o IR no instante do resgate no valor da tabela acima.

Impacto do come-cotas no seu rendimento

Como você tem menos cotas e, por ventura, um montante menor investido, se você tem um fundo, por exemplo, referenciado DI vai perder a variação do DI na proporção do valor pago de IR.

Isso vai acontecer não só uma, mas, duas vezes ao ano. Sim, é muito triste e desanimador.

Fundo de Investimento Imobiliário (FII)

Essa classe de fundo faz parte do grupo de ‘fundos de investimento estruturados‘, por isso ganhou uma seção especial.

Os FIIs são constituídos sob a forma de condomínio fechado, o que não permite o resgate de suas cotas antes do fim do prazo de duração do fundo. Embora a maioria dos FIIs tenham prazo indeterminado, caso o investidor queria vender suas cotas somente poderá fazê-lo através da venda em mercado secundário.

Esses fundos são a comunhão de recursos financeiros com a finalidade da aplicação em ativos relacionados ao mercado imobiliário.

Esses ativos não são necessariamente somente imóveis. Os recursos podem ser usados tanto para a aquisição de imóveis (urbanos ou rurais), em fase de construção ou já construídos para qualquer fim, quanto para a aquisição de Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), etc, ou seja, qualquer título de valor mobiliário ligado ao setor imobiliário.

Os fundos que investem em imóveis são também chamados de Fundos de Tijolo, e os que investem em títulos em Fundos de Papel.

No caso de compras de bens imóveis, a renda do fundo virá da locação, arrendamento ou venda do mesmo.

Caso haja aplicação em títulos mobiliários, a renda vira dos rendimentos distribuídos pelos ativos ou pelo ganho de capital dos títulos (diferença de preço entre a compra e venda).

Tributação no Fundo de Investimento Imobiliário

Toda a renda do fundo que não vem do ganho de capital é isenta de IR, sob certas condições:

  1. As cotas do FII devem ser negociadas exclusivamente em bolsas de valores ou no mercado de balcão organizado.
  2. O FII deve ter no mínimo 50 cotistas.
  3. A isenção se aplica somente para investidores pessoa física que tenham menos de 10% das cotas do FII.

Para ganhos de capital a tributação é de 20%.

O que atrai muitos investidores para os FIIs, além da diversificação e possibilidade de investir em imóveis com relativo pouco capital, é justamente essa isenção de IR.

Para mais sobre a constituição e evolução das normas acesse o Wikipedia sobre Fundo de Investimento Imobiliário.

O investidor deve se atentar para as regras.

Como Investir em Fundos

Em primeiro lugar o investidor que deseja investir em fundos deve ter uma conta aberta em algum banco ou corretora.

Recentemente fizemos um post sobre como escolher a melhor corretora para day trade. Esse post é mais direcionado para day traders, porém, há dicas úteis para investidores também. Não deixe de ler.

A partir de então, basta o investidor escolher o fundo para aplicar. O processo é todo online e muito rápido.

Você vai selecionar o fundo, assinar (digitalmente) um termo de ciência de risco, escolher o montante a ser aplicado e pronto!

Simples assim, se tiver que fazer mais que isso é coisa nova para mim.

Movimentações nos Fundos

Não podemos falar de fundos sem tocar nos detalhes das movimentações.

Aplicação inicial mínima

Cada fundo tem suas próprias regras e a aplicação inicial mínima é uma delas.

Há fundos que não tem aplicação inicial mínima e há outros com aplicação tão altas quanto 50.000 reais.

Há fundos, também, que exigem cifras de milhões de dólares. Claro que esses são fundos muito específicos para investidores muito específicos também.

O comum é de 0 a 50.000 reais.

Movimentação mínima

A movimentação mínima se refere a toda e qualquer movimentação feita no fundo após o aporte inicial.

Vamos dizer que determinado fundo tenha a movimentação mínima de 500 reais. Isso quer dizer que caso o investidor deseje comprar mais cotas ou vender parte de suas cotas (fazer um resgate parcial), o mínimo que poderá movimentar é 500 reais, ou seja, o novo aporte ou o resgate parcial terá que ser de 500 reais ou mais.

Cada fundo tem sua regra, não há uma norma para isso.

Saldo de permanência no fundo

A vida acontece independente do fundo. Pessoas adoecem, casamentos são feitos, sociedades desfeitas, sua filha faz 15 anos, apartamentos são reformados, ou você simplesmente achou um outro fundo e quer realocar parte de um.

Para todas as situação propostas anteriormente só uma coisa é certa: você pode, eventualmente, precisar de parte dos recursos aplicados no fundo.

A primeira coisa a se observar é a movimentação mínima, vista no tópico anterior. A segunda coisa, e não menos importante, é o saldo mínimo de permanência no fundo.

Se o fundo tiver como regra que o saldo mínimo de permanência é de 1.000 reais o investidor deverá manter esse valor, pelo menos, para continuar fazendo parte do fundo.

Vamos dizer que o investidor tenha 5.000 reais aplicados em determinado fundo e precise de 4.500 reais para uma reforma em sua casa. Considerando o saldo de permanência de 1.000 reais o investidor tem duas opções:

  1. Resgatar somente 4.000 reais do fundo e arrumar os 500 de outra fonte.
  2. Fazer o resgate total do fundo, uma vez que o saldo de 500 reais não é suficiente para se manter como cotista.

Essa informação é muito importante, não deixe de observar.

Aplicação e resgate

As aplicações e resgates nos fundos devem seguir as regras anteriores de movimentação mínima e saldo de permanência.

Outro fator importante para o cotista observar é o prazo de cotização das aplicações e resgates.

Nas informações do fundo terão esses detalhes que comumente são escritos em ‘D+’ algum número, por exemplo, D+0 (ou D+1, D+30, etc). Esse número representa os dias úteis.

O que isso significa? Esse prazo é o tempo que o dinheiro do investidor será convertido em cota, no caso de aplicação, ou o tempo em que a cota do investidor será convertida em dinheiro, no caso de resgate. Ainda no caso de resgate há o tempo para a liquidação financeira, que é quando o dinheiro vai, de fato, estar disponível na conta do investidor.

Cotização da aplicação

Caso o fundo que o investidor esteja aplicando tenha um prazo de D+1 para aplicação isso significa dizer que a partir do momento em que o fundo receber o seu dinheiro (D), somente no próximo dia útil (+1) este será convertido em cotas. O mesmo raciocínio vale para D+0, D+2 ou D+n.

Cotização do resgate

O resgate nos fundos se dá em duas etapas: cotização e liquidação financeira.

Por exemplo, caso determinado fundo tenha um prazo de cotização de D+15 isso significa dizer que, a partir do pedido de resgate, tomará 15 dias úteis para que a cota do investidor seja convertida em dinheiro, no valor do resgate solicitado. Valendo o mesmo raciocínio para D+0, D+n.

Por que pode tomar tanto tempo? Alguns fundos, como ações ou multimercado, tem operações muito complicadas para simplesmente levantar o dinheiro do investidor que solicitou o resgate de forma tão rápida e sem causar impacto nas aplicações do fundo.

Muitas vezes o fundo assume posições difíceis de se desfazer, e, para tal, necessita de algum tempo.

Uma vez concluída essa etapa de cotização do resgate o dinheiro fica disponível no caixa do fundo. O próximo passo é a liquidação financeira, ou seja, a transferência desse recurso para a conta do investidor.

O prazo da liquidação nunca poderá ser menor que o prazo da cotização, por motivos óbvios. Ele sempre será igual ou maior que o prazo de cotização do resgate.

Continuando o exemplo anterior, digamos que o fundo tenha um prazo de liquidação financeira de D+30. Isso significa que o cotista só terá seu dinheiro em conta 30 dias úteis após o pedido de resgate.

A questão principal de alguns fundos em ter um prazo tão longo é desencorajar o investidor a fazer resgates frequentes, pois, como dito nos parágrafos anteriores, além do fato de desfazer posições tomar tempo, pode acabar atrapalhando a estratégia de investimento do gestor e impactando de forma negativa a rentabilidade do fundo.

Se atente para sua necessidade!

Vantagens em Investir em Fundos

Quais são as vantagens de se aplicar num fundo em relação ao investimento individual?

Gestão feita por profissionais

A carteira do fundo sempre é gerida por uma equipe profissional habilitada pela CVM.

Os profissionais sabem analisar os ativos, compor carteiras de investimento, escolher os melhores momentos de compra e venda, etc.

Assim, o investidor não precisa ter um profundo conhecimento do instrumentos que está investindo e nem do mercado financeiro, embora seja sempre recomendável o investidor investir em conhecimento e formação.

Acesso à diferentes mercados e investimentos

Pelo fato dos fundos operarem com muito dinheiro, na cifra de milhões (e até bilhões) de reais, e por terem um profissional com conhecimento por trás da gestão, eles têm fácil acesso a ativos financeiros que não estão ao alcance de investidores “comuns”.

Assim, mesmo com um pequeno capital o investidor consegue ter acesso a uma modalidade de investimento que não teria se fosse aplicar por conta própria.

Fora que é uma ótima maneira de investir em vários mercados com facilidade.

Custos mais baixos e poder de barganha

Por operarem com um grande volume de capital os fundos conseguem um poder de barganha e negociação muito maior na hora de investir no mercado.

Assim, as taxas são mais baixas e a rentabilidade mais alta para um fundo em relação a um investidor que invista por conta própria.

Os custos no mercado financeiro fazem uma grande diferença na vida do investidor individual.

Como Escolher um Fundo de Investimento

Esse processo de escolha é de extrema importância.

Não é porque o fundo que irá escolher é um referenciado DI e, portanto, de baixo risco que todos serão iguais, rendendo igual e com uma boa gestão.

Vou fazer uma lista de itens que observo quando estou no processo de escolha de um fundo e o por que.

Idade do fundo

Eu gosto de investir em fundos mais “maduros”. Todo bom fundo já foi um fundo novo, é lógico. Porém, eu gosto da maturidade. Fundos mais novos demoram um tempo até “entrar nos trilhos”.

Particularmente, eu gosto mais dos fundos que tenham 3 ou mais anos. Para mim dá aquela ideia de “tradição” e solidez de resultados.

E também tenho mais dados mensais de rentabilidade, que falarei mais para frente sobre.

Patrimônio líquido do fundo atual e a média dos últimos 12 meses.

A importância desse dado é que um fundo, muitas vezes, pode até ser atraente em número de rentabilidade, mas, quando você observa o patrimônio líquido atual vê que o valor não chega nem nos 300 milhões de reais.

Por que eu não investiria no fundo? Porque devido ao baixo PL (patrimônio líquido) as movimentação de resgate, num eventual pânico de mercado, por exemplo, vão impactar bastante no fundo, já que o montante é pequeno. E isso vai impactar negativamente a rentabilidade futura.

A média dos último ano do patrimônio líquido é uma boa referência do que aconteceu com ele em termos de aportes e resgates. A rentabilidade tem sua parte, claro, mas, o mais se observa nesse dado é o fluxo de entrada ou saída de recursos por parte dos cotistas.

Sinto-me mais seguro em investir num fundo onde a média do ano do PL tenha se mantido estável ou menor que o atual. Nesse último caso, significa que o fundo tem atraído mais investidores, que se converte em mais recursos para o gestor fazer seu trabalho.

No mercado financeiro a gente sempre se atenta para fugir da manada (vender quando todos estão comprando e vice-versa), porém, o caso aqui não é esse. Alto PL mostra confiança e segurança por parte dos investidores no fundo, tanto no administrador quanto no gestor. Confiança no mercado financeiro é tudo.

Prazo de cotização dos resgates e liquidação financeira

Vou ser bem sincero. Eu invisto em fundos pensando no médio e longo prazo, portanto, não tenho grande urgência em receber meu recursos em uma eventual emergência, pois, deixo um colchão de liquidez em outros lugares.

Mesmo assim, não me atrai a ideia de esperar 15 dias úteis para o meu dinheiro (questão pessoal). Claro que, se o fundo for sensacional em termos de rentabilidade, valeria a pena.

Se estou comparando dois fundos compatíveis nos detalhes, essa questão serve para eu bater o martelo.

Volatilidade

Eu analiso, também, a questão de volatilidade. Há pessoas que têm mais apetite para a volatilidade, e pessoas que têm menos.

Dependendo da classe do fundo você deve esperar mais ou menos. A política de investimento não é menos importante. De repente a estratégia de determinado fundo vai ser bem alavancada para conseguir mais rentabilidade, aí você vê num mês +6% e noutro -5,5%.

No meu caso, eu prefiro ver +2% e -1,5% do que números tão grandes, mas, esse sou eu.

Rentabilidade passada

Vamos lembrar de uma frase (ou, se for o seu caso, ouvir pela primeira vez):

Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.

O que passou, já foi. O que será, sei lá.

Então por que raios eu olho a rentabilidade passada? Qual a importância?

Eu gosto de olhar a rentabilidade passada para ver a consistência do gestor. Faço as seguintes perguntas:

  • Quantos meses ele conseguiu se manter positivo?
  • Quantas vezes conseguiu resultado acima do índice referência?
  • O quanto acima ou abaixo do índice de referência ele ficou?
  • Em todos os anos que passaram, o quanto à frente ou atrás do índice referência ele está?
  • Como esse gestor performou quando comparado a outros fundos da mesma categoria?
  • De forma geral, o gestor é consistente?

Refazendo a última pergunta: com que frequência o gestor entrega bons resultados e acima do índice referência?

Todas essas perguntas me levam à resposta de consistência.

Taxa de administração

Essa taxa é muito difamada pelos haters de fundos.

Para alguns, os cotistas pagam para os administradores não fazerem nada. Se eles tivessem lido esse post, saberiam que isso não é verdade.

Embora seja justa e certa a cobrança dessa taxa, realmente, há fundos que são um pouco… abusivos!

Imagine só: um fundo referenciado DI com uma taxa de administração de 2,5%. Vai virar poupança, aí não é legal.

A diferentes classes de fundos cabem diferentes taxas de administração. É claro que um fundo multimercado vai cobrar mais que um fundo referenciado DI, as operações e burocracia são maiores.

Então, sempre levo em consideração, dentro da classe de fundos que quero investir, essa taxa. Não escolho a menor no automático, pois, há outros fatores (que foram descritos acima) na avaliação.

Sobre a escolha de fundos

O que acabei de escrever é uma metodologia pessoal de avaliação de fundos.

Não é uma recomendação, apenas compartilho meu método.

O objetivo desse post é ajudar você a chegar em sua própria conclusão.

Lembre-se:

Eu sou eu e você é você.

Não se esqueça disso!

Conclusão

Fundos de investimento, seja um fundo de investimento estruturado (como os FIIs) ou não, são ótimas maneiras de acessar diferentes mercados a custos mais baixos.

Oferecem diversificação para a carteira dos investidores tendo muitas opções de fundos dentro das mesmas classes, facilitando a identificação de algum que esteja mais alinhado com seu objetivo.

Com as informações passadas neste post você já tem capacidade de tomar uma decisão consciente.

Tome um tempo lendo alguns regulamentos e lâminas de fundos, fazendo uma pesquisa.

Anote qual mais gosta e por que, faça sua própria lista e depois repasse. Este processo, com o tempo, se torna automático e, ao bater o olho (mesmo que rapidamente) sobre uma lâmina já vai conseguir chegar à algumas conclusões.

Quaisquer dúvidas ou sugestões não deixe de entrar em contato conosco!

Guilherme Farina

Guilherme Farina foi aluno da Formação Day Trader Pro e hoje faz parte da equipe DTP. É formado em Administração de Empresas pela PUC-SP e pós-graduado em Economia pela FGV-SP. Empresário desde 2009 e investidor no mercado financeiro desde 2005, iniciou sua carreira como day trader em 2017. Hoje é um grande estudioso da área e se define como "um trader em eterno processo de aprendizado".
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